Será que podemos dizer, nos dias que correm, que vivemos? Não se tratará mais de um caso de sobrevivência? O que significará realmente a vida? Será apenas mais uma dimensão que estamos obrigados a transpor? Ou é apenas algo que está predestinado a toda a matéria viva?
Tantas perguntas e tão poucas respostas! Incrível como todo o nosso dia, rotina e hábitos fazem transparecer as nossas absolutas certezas e convicções acerca deste estado ao qual estamos confinados. Mas, no fundo, o que sabemos nós sobre aquilo que nos rodeia? Ou até mesmo sobre o que somos?
Pergunto-me se ninguém retira nem que seja um segundo do seu valioso tempo para pensar nisso! Aliada à nossa condição humana, deparamo-nos com a realidade de que somos efémeros mas no entanto, na correria desmedida do dia-a-dia, nem por isso parecemos preocupar-nos com isso. Resignamo-nos à nossa condição enquanto ser vivo? Ao nosso destino? Então nesse caso pergunto: Qual será então esse mesmo destino? Viver?
A vida parece-me um termo não muito apropriado à nossa condição. Intitulamo-nos uma espécie que se diferencia por completo do resto dos animais mas, no fim de contas, somos isso mesmo. Não passamos de animais caminhando sobre a terra. Nesta, lutamos todos os dias pela sobrevivência, diariamente lutamos por comida, abrigo, hierarquia dentro da espécie e até mesmo no que toca á reprodução . Então, porque partilhamos tanto este interesse em nos distinguir dos restantes animais se nos regemos exactamente pelos mesmos instintos que estes? Porque nos foi atribuída uma maior inteligência?
Quanto à inteligência, considero-nos o ser vivo mais atrasado uma vez que, em vez de usufruirmos desta mesma dádiva para algo benéfico, utilizamo-la para nos auto infligirmos, assim como para destruir tudo aquilo que nos rodeia.
Assim, sem mais rodeios, resumo o ser humano à sua derradeira pequenez e insignificância, nivelando-o ao patamar de qualquer outra espécie da qual se julga superior. Ainda assim, pergunto: Será que somos nós que ditamos as leis da nossa vida ou é exactamente o inverso?
Ana Sofia Milheiras Ramos
4.2.09
17.1.09
15.1.09
Música para os meus ouvidos
A música é a arte que consiste em combinar sons e silêncios de uma forma harmoniosa, podendo ainda ser acompanhados por um texto poético.
Uma definição fria do que realmente a música transmite. Ou pelo menos, me transmite.
Pessoalmente, a música vai muito além de meia dúzia de notas, organizadas religiosamente e acompanhadas pelo dito “cantor”.
No meu íntimo, a música transmite paixão, alegria, tristeza, chama, amor, mágoa, melancolia, existência, animação, vida… Um conjunto de sensações que poucas realidades do mundo conseguem difundir.
Uma melodia marca um momento.
Uma melodia pode ser uma imagem de marca (de alguma coisa ou de alguém).
Uma melodia faz a diferença.
Mesmo que não seja muito amante de música, qual é a pessoa que já imaginou a sua vida sem ela?
Eu já.
E posso findar, que sem música a vida não tinha graça nenhuma.
Uma definição fria do que realmente a música transmite. Ou pelo menos, me transmite.
Pessoalmente, a música vai muito além de meia dúzia de notas, organizadas religiosamente e acompanhadas pelo dito “cantor”.
No meu íntimo, a música transmite paixão, alegria, tristeza, chama, amor, mágoa, melancolia, existência, animação, vida… Um conjunto de sensações que poucas realidades do mundo conseguem difundir.
Uma melodia marca um momento.
Uma melodia pode ser uma imagem de marca (de alguma coisa ou de alguém).
Uma melodia faz a diferença.
Mesmo que não seja muito amante de música, qual é a pessoa que já imaginou a sua vida sem ela?
Eu já.
E posso findar, que sem música a vida não tinha graça nenhuma.
Susana Morgado
14.1.09
Reflexões
A escrita completa-me, a leitura prende-me, a vida aborrece-me… Quero viver neste mundo imaginário das letras, palavras e frases onde tudo é irreal; onde eu consigo controlar o passado, presente e futuro; onde paro, retrocedo e volto a avançar.
O controlo é essencial, o controlo leva-me à demência… O que quero afinal?
A minha vida não passa de um livro em que muitas vezes dou erros ortográficos incorrigíveis, não consigo pôr fim a parágrafos compridos, onde é difícil mudar de capítulo.
A minha vida é como um canal de televisão que passa no meu mundo. Tento mudar de canal: não quero assistir a novelas mexicanas ou a programas aborrecidos mas o comando teima em não funcionar. Quero aumentar o volume das palavras de amizade e amor, retirar o som aos anúncios enganadores, mas, mais uma vez, o comando teima em não funcionar.
Pilhas… Não vale a pena carregar com mais força nos botões, é óbvio: preciso de pilhas, objectos pequenos e insignificantes que dão energia, que levam o teimoso comando a funcionar.
Quem são as pilhas do meu comando? Quem dá energia ao meu viver?
Não quero saber… Quero controlo, quero que o comando funcione, mas só depois… só depois deste programa acabar!
Adolescência…
O controlo é essencial, o controlo leva-me à demência… O que quero afinal?
A minha vida não passa de um livro em que muitas vezes dou erros ortográficos incorrigíveis, não consigo pôr fim a parágrafos compridos, onde é difícil mudar de capítulo.
A minha vida é como um canal de televisão que passa no meu mundo. Tento mudar de canal: não quero assistir a novelas mexicanas ou a programas aborrecidos mas o comando teima em não funcionar. Quero aumentar o volume das palavras de amizade e amor, retirar o som aos anúncios enganadores, mas, mais uma vez, o comando teima em não funcionar.
Pilhas… Não vale a pena carregar com mais força nos botões, é óbvio: preciso de pilhas, objectos pequenos e insignificantes que dão energia, que levam o teimoso comando a funcionar.
Quem são as pilhas do meu comando? Quem dá energia ao meu viver?
Não quero saber… Quero controlo, quero que o comando funcione, mas só depois… só depois deste programa acabar!
Adolescência…
Mil e uma vidas
Acordo para um novo dia… Acordo para uma nova realidade.
Renasço a cada dia, aprendo continuamente a viver. Não me afundo na melancolia da rotina, quebro os hábitos do quotidiano e desafio o tempo para um confronto cara-a-cara.
A loucura domina o meu corpo, tal como o veneno doce atrai a presa ao predador; não ofereço resistência, deixo-me levar pelo sabor da aventura de viver.
Sinto-me diferente, sinto-me jovem, sinto-me livre. Logo quero voar mais alto. Procuro as asas brancas de pomba ou as asas coloridas de borboleta, não tenho outras escolhas: a paz ou o arco-íris, a calma infinita ou a alegria infindável.
Saí do casulo, quebrei o ovo e olho espantada para a realidade ainda com os olhos semi-cerrados: a luz magoa os olhos, o mundo abre os braços para me receber. De repente, a energia acaba, a terra adormece e eu morro…
Amanhã é um novo dia, amanhã é tempo de recomeçar!
Renasço a cada dia, aprendo continuamente a viver. Não me afundo na melancolia da rotina, quebro os hábitos do quotidiano e desafio o tempo para um confronto cara-a-cara.
A loucura domina o meu corpo, tal como o veneno doce atrai a presa ao predador; não ofereço resistência, deixo-me levar pelo sabor da aventura de viver.
Sinto-me diferente, sinto-me jovem, sinto-me livre. Logo quero voar mais alto. Procuro as asas brancas de pomba ou as asas coloridas de borboleta, não tenho outras escolhas: a paz ou o arco-íris, a calma infinita ou a alegria infindável.
Saí do casulo, quebrei o ovo e olho espantada para a realidade ainda com os olhos semi-cerrados: a luz magoa os olhos, o mundo abre os braços para me receber. De repente, a energia acaba, a terra adormece e eu morro…
Amanhã é um novo dia, amanhã é tempo de recomeçar!
Joana Carvalho
18.11.08
Filosofia de um adolescente
Esquecer e recordar são duas realidades antagónicas que se conjugam na perfeição.
Quantas vezes nos esquecemos de recordar algum compromisso? Ou, pelo contrário, recordamo-nos que nos esquecemos de fazer alguma coisa?
Esta realidade pode ser complexa, mas não confusa...
Confuso é esquecer... Esquecer alguém com quem convivemos durante metade da nossa vida, alguém que pensávamos que era metade daquilo que somos, alguém com quem partilhávamos metade das nossas tristezas e metade das nossas alegrias, alguém que tornava a face negra da nossa vida mais fácil de suportar.
Onde pára esse alguém? Como era o seu rosto?
Recordo-me de não o conseguir esquecer, embora ele faça questão de esquecer-se de me recordar.
É doloroso quando alguém a quem chamávamos irmão foge daquele frágil lugar a quem chamamos coração onde esteve instalado durante tanto tempo, onde tem raízes e cresceu. Foge pela porta das traseiras, sorrateiramente, deixando para trás as raízes bem fundas... Vai para outro lugar, vai destroçar outro coração.
Esse alguém mudou, por isso tenho de recordar aquilo que era e esquecer aquilo em que se tornou. Contudo, recordar magoa. Recordar é remexer nas raízes profundas, nas raízes que um dia hão-de secar...
Tenho que me recordar constantemente de esquecer esse alguém, porque o esquecimento é a fuga mais fácil à dor. Tenho de recordar que a vida continua e não me esquecer que os verdadeiros amigos são aqueles que nunca nos esquecerão e que fazem questão de nos relembrar a toda a hora, a todo o momento.
Joana Carvalho
11.11.08
Pensamentos de Sonhador
O mundo gira, o tempo passa, o relógio não pára... Contudo, o homem permanece alheio ao passar dos dias, dos meses, dos anos, da vida...
A comprovação deste facto resume-se a um simples ditado popular: "A vida são dois dias". Velho ditado que caracteriza tão bem a mentalidade presente.
Será que o homem anda perdido? Será que perdeu a noção do tempo?
A vida não se resume a dois dias, mas sim a milhares de dias que deviam ser vividos em plenitude, tendo em conta os que nos rodeiam, numa busca do inalcançável sonho da felicidade plena.
Sonho... O Homem já não sonha. Limita-se à enfadonha realidade sem a tentar colorir ou personalizar com tudo o que tem para dar, essa infinitude de qualidades (e defeitos) que compõem o ser humano.
Apenas uma palavra vagueia na minha mente: vazio. O Homem tornou-se vazio.
É necessária a mudança! É necessário despertar da confortável ociosidade em que nos instalámos! É necessário apelar ao sonho, pois "o sonho comanda a vida" (ou pelo menos permite viajar para além da finitude da realidade).
Só assim o homem voltará a ter consciência da ininterrupta rotação da Terra, voltará a encarar a vida como uma aventura fantástica cheia de objectivos que nos levam a avançar e de obstáculos que estamos dispostos a ultrapassar. Só assim o Homem voltará a ter esperança!
Tudo isto é um sonho de esperança do qual eu não quero acordar porque, se tal acontecer, então constatarei que já passaram mais umas horas da minha vida e eu... E eu não tenho um minuto a perder!
Joana Carvalho
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